O setor automotivo registrou um desempenho notável em março, superando as expectativas da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). O mês teve o melhor resultado em produção de veículos desde outubro de 2019, alcançando 264,1 mil unidades entre automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões. Este número representa um aumento de 35,6% em relação a março de 2025 e 27,6% sobre fevereiro.
Desempenho e Perspectivas do Setor
Igor Calvet, presidente da Anfavea, destacou a importância dos resultados obtidos, mencionando que o setor se mantém em alerta devido a fatores externos como os conflitos no Oriente Médio que podem impactar os preços do petróleo. No acumulado do ano, a produção totalizou 634,7 mil unidades, um crescimento de 6% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Resultados de Emplacamento
O mês de março também se destacou nos emplacamentos, com 269,5 milhões de autoveículos comercializados, o melhor resultado para o mês desde 2013. Este resultado representa um aumento de 37,8% em relação a março do ano passado, embora o mês tenha tido mais dias úteis. A comparação com fevereiro mostrou um crescimento de 45,5%.
Segmento de Caminhões
O segmento de caminhões emplacou 8,8 mil unidades em março, um incremento de 31,9% em relação a fevereiro. Contudo, houve uma queda de 6,2% em comparação com março de 2025. A Anfavea atribui esse resultado ao programa federal Move Brasil, que oferece juros reduzidos para a troca de caminhões antigos.
Exportações e Importações
As exportações do mês somaram 40,4 mil unidades, um crescimento de 21,1% sobre fevereiro e 1,1% em relação a março de 2025. Já as importações totalizaram 47,3 mil unidades, um aumento de 40% comparado a fevereiro e 25,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior.
Previsões para o Ano
Apesar das incertezas, a Anfavea mantém suas previsões de crescimento para este ano. A expectativa é que a produção de veículos em 2026 cresça 3,7%, abrangendo automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões. Além disso, prevê-se um aumento de 2,7% no licenciamento desses veículos.







