O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, levantou suspeitas sobre possíveis fraudes na eleição presidencial realizada no domingo (21). Segundo Petro, houve manipulação nos formulários E-14, que registram os votos depositados em cada urna. Ele afirmou que, após o envio dos documentos, dados como data, hora e códigos de segurança digital teriam sido removidos deliberadamente, o que poderia comprometer a integridade dos resultados.
Petro também mencionou possíveis irregularidades em consulados no exterior, citando um caso em que o número de votantes superou em muito o de eleitores inscritos. Além disso, o presidente sugeriu que servidores do órgão responsável pela apuração dos votos teriam tido seus endereços IP alterados, levantando suspeitas sobre a segurança do software utilizado. Segundo ele, apenas o Estado de Israel teria capacidade para realizar tal ação.
O resultado preliminar da eleição apontou vitória do candidato opositor Abelardo De La Espriella, que obteve 49,66% dos votos válidos, contra 48,70% de Iván Cepeda. A diferença entre os dois candidatos foi de cerca de 250 mil votos, em um universo de 26,3 milhões de eleitores.
Iván Cepeda, que ficou em segundo lugar, adotou postura cautelosa e afirmou que sua equipe apresentou mais de 57 mil reclamações, que serão analisadas durante o escrutínio. Ele destacou a importância de aguardar a apuração oficial para confirmar o resultado da eleição.
O processo eleitoral na Colômbia é dividido em duas etapas: a pré-contagem, de caráter informativo, e o escrutínio, realizado manualmente por juízes eleitorais. Somente após o escrutínio é declarado oficialmente o vencedor.
O registrador nacional, Hernán Penagos, defendeu a transparência do processo e afirmou que a apuração oficial está sendo conduzida por comissões eleitorais em todo o país. Missões internacionais, como a da Organização dos Estados Americanos (OEA), elogiaram o andamento da votação e recomendaram que a população aguarde os resultados finais com calma.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br









