Na tarde deste sábado (6), a cidade de São Paulo foi palco da 24ª Caminhada de Mulheres Lésbicas e Bissexuais. O evento, organizado por diversos coletivos e entidades, buscou dar visibilidade às demandas específicas desse grupo, especialmente no enfrentamento à violência e à discriminação.
A mobilização contou com a participação de organizações como a Coletiva da Visibilidade Lésbica SP, Rede LésBi Brasil, Lésbicas na Parada SP, Rede Nacional Candaces e Associação Brasileira de Lésbicas (ABL), entre outras. O ato destacou a importância de combater a lesbofobia e a bifobia, além de lembrar os dez anos do assassinato de Luana Barbosa dos Reis, mulher negra e lésbica vítima de violência policial em Ribeirão Preto.
Durante a concentração em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), lideranças enfatizaram que o contexto político atual intensifica as perseguições contra mulheres lésbicas e bissexuais, que enfrentam desafios por não se enquadrarem nos padrões heteronormativos. O LesboCenso aponta que essas mulheres sofrem com discriminação, invisibilidade, violência verbal, isolamento e assédio, além de casos de objetificação e até estupro corretivo.
Relatos de participantes evidenciaram dificuldades enfrentadas no ambiente familiar e em atendimentos médicos, onde muitas vezes há falta de preparo para lidar com questões relacionadas à sexualidade. A fotógrafa Helena Silva e a tatuadora Thais Souza compartilharam experiências de invisibilidade e superação, ressaltando a necessidade de respeito e acolhimento.
O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania instituiu este ano uma premiação com o nome de Luana Barbosa dos Reis, reconhecendo iniciativas voltadas à proteção de mulheres homossexuais e ao combate ao lesbocídio. Familiares de Luana, presentes no ato, reforçaram o pedido por justiça, lembrando que, mesmo após dez anos, o caso segue sem respostas.
A caminhada reforçou a luta por direitos, respeito e visibilidade para mulheres lésbicas e bissexuais, destacando a importância de políticas públicas e da conscientização para enfrentar o preconceito e a violência.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br








