Pela primeira vez em mais de dois anos, o dólar comercial encerrou o pregão abaixo de R$ 5 nesta segunda-feira (13), cotado a R$ 4,997. O movimento de queda foi influenciado por sinais de possível acordo entre Estados Unidos e Irã, após declarações do presidente Donald Trump, o que trouxe alívio ao mercado financeiro global.
Apesar do bloqueio do Estreito de Ormuz pelos Estados Unidos, o clima de tensão deu lugar a um otimismo cauteloso. O índice DXY, que compara o dólar com outras moedas fortes, também registrou queda, acompanhando o cenário internacional.
No Brasil, a bolsa de valores atingiu novo recorde. O Ibovespa subiu 0,34% e fechou aos 198.001 pontos, o maior patamar já registrado. O avanço foi impulsionado principalmente por ações de empresas de mineração e petróleo, além da entrada contínua de capital estrangeiro. No acumulado do mês, o índice já apresenta alta de 5,62% e, no ano, ganhos de 22,89%.
O euro comercial também recuou levemente, sendo negociado a R$ 5,876, o menor valor desde junho de 2024. Os mercados internacionais, como as bolsas de Nova York, seguiram o mesmo ritmo positivo, reagindo ao possível alívio nas tensões geopolíticas.
Os preços do petróleo oscilaram durante o dia. O barril do tipo Brent fechou em alta de 4,36%, a US$ 99,36, e o WTI subiu 2,6%, a US$ 99,08. Em boa parte do pregão, as cotações superaram os US$ 100, mas recuaram após declarações de Trump sobre negociações com o Irã. A volatilidade permanece alta devido à situação no Estreito de Ormuz, área estratégica para o comércio global de petróleo.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br









