Neste domingo (12), os cidadãos da Hungria vão às urnas para eleger os 199 deputados da Assembleia Nacional. Essa nova composição será responsável por escolher o próximo primeiro-ministro do país.
Viktor Orbán, líder nacionalista que está no cargo há 16 anos e mantém alianças com figuras como Donald Trump e Vladimir Putin, enfrenta a possibilidade real de perder o poder. Seu principal adversário é Peter Magyar, do partido de centro-direita Tisza, que lidera as pesquisas eleitorais.
Apesar disso, há um número significativo de eleitores indecisos e uma expressiva comunidade de húngaros étnicos em países vizinhos que tendem a apoiar o partido governista Fidesz, de Orbán.
O atual cenário econômico, marcado pela estagnação, aumento do custo de vida e enriquecimento de oligarcas próximos ao governo, tem prejudicado a popularidade do premiê.
Peter Magyar, de 45 anos, apresenta propostas para combater a corrupção, liberar bilhões de euros em fundos da União Europeia que estão congelados, aumentar a taxação sobre os mais ricos e reformar o sistema de saúde. Além disso, pretende distanciar a Hungria da influência russa, evitando que o país se torne um “fantoche” de Moscou.
Com uma população de 9,6 milhões, a Hungria vive um momento decisivo que atrai atenção em toda a Europa. A Rússia mantém relações energéticas com o país e a Hungria adota uma postura mais rígida em relação à Ucrânia do que outros membros da União Europeia.
Nos Estados Unidos, o país é visto como um laboratório de política soberanista, segundo Gregoire Roos, diretor dos Programas para Europa, Rússia e Eurásia da Chatham House.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br







