A Associação Brasileira de Bancos (ABBC) manifestou apoio às novas regras do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), aprovadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). A entidade considera as mudanças oportunas, pois visam reduzir riscos e garantir a estabilidade do sistema financeiro.
As novas diretrizes aprimoram a gestão de liquidez dos bancos e os mecanismos do FGC, considerado essencial para proteger investidores. Segundo a ABBC, as medidas acompanham a evolução do mercado e contribuem para uma regulação financeira mais robusta no Brasil.
Entre as novidades está o indicador Ativo de Referência (AR), que avalia a qualidade e a liquidez dos ativos bancários. Instituições que captarem muitos recursos com garantia do FGC e tiverem ativos de maior risco deverão investir parte desses valores em títulos públicos federais, considerados mais seguros. O objetivo é limitar o uso excessivo da garantia do fundo e evitar práticas arriscadas de crescimento.
As mudanças também buscam combater o chamado “risco moral”, quando bancos assumem riscos elevados por contarem com a proteção do FGC. Além disso, o CMN ampliou as exigências de liquidez, alinhando o Brasil a padrões internacionais, como o acordo de Basileia 3.
O principal indicador de liquidez, a Razão de Cobertura de Liquidez (LCR), agora será exigido também de bancos de médio porte, enquanto instituições menores seguirão uma versão simplificada, a LCRS. A implementação será gradual, com início em 2027, para permitir a adaptação dos bancos.
As alterações surgem após recentes episódios de instabilidade no setor financeiro, como a liquidação do Banco Master, que evidenciaram a necessidade de regras mais rígidas para proteger investidores e o sistema financeiro.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br






