Um caso registrado na última terça-feira, em Cambé, reacendeu discussões sobre a estrutura de atendimento de urgência no município, especialmente em relação à ausência de ambulância avançada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).
De acordo com informações apuradas, um homem sofreu um infarto enquanto estava no Fórum Trabalhista da cidade, durante o período próximo ao horário de almoço. A ocorrência mobilizou equipes de socorro e foi acompanhada por pessoas que estavam no local, incluindo autoridades.
O atendimento inicial foi realizado por uma equipe do SAMU de Cambé, que chegou rapidamente. No entanto, o município conta apenas com ambulância de suporte básico, composta por condutor e técnico de enfermagem, sem a presença de médico a bordo.
Diante da gravidade do quadro, foi solicitada uma unidade de suporte avançado para prestar apoio ao atendimento. Segundo relatos, não foi possível o envio imediato desse tipo de ambulância, pois as unidades disponíveis em cidades próximas, como Londrina e Rolândia, estavam em outras ocorrências naquele momento.
Sem o suporte avançado no local, a vítima foi encaminhada à Santa Casa de Cambé, onde recebeu atendimento médico. Apesar dos esforços das equipes envolvidas, o homem não resistiu e faleceu cerca de 25 minutos após dar entrada na unidade hospitalar.
O caso trouxe à tona a discussão sobre a dependência de Cambé em relação a cidades vizinhas quando há necessidade de atendimento mais complexo. Atualmente, o município não dispõe de ambulância avançada própria, o que pode impactar o tempo de resposta em situações graves, como infartos e acidentes vasculares cerebrais (AVC), onde cada minuto é determinante.
Durante levantamentos realizados após o ocorrido, surgiu a informação de que o município já teve a possibilidade de contar com uma unidade avançada, mas a proposta não teria sido implementada devido aos custos de manutenção. Como alternativa, especialistas apontam a possibilidade de implantação de um Veículo de Intervenção Rápida (VIR), que conta com médico e equipamentos essenciais, podendo dar suporte às equipes básicas e ampliar a capacidade de atendimento emergencial.
Além disso, também foi destacado que a quantidade de ambulâncias disponíveis pode não ser suficiente para atender toda a demanda da cidade, especialmente em momentos de múltiplas ocorrências simultâneas.
O episódio reforça a importância do debate sobre investimentos na área da saúde e na estrutura de atendimento pré-hospitalar, especialmente em municípios com população significativa, como Cambé.








