A jornalista e escritora Maria Amélia de Almeida Teles, conhecida como Amelinha Teles, expressou preocupação crescente com a segurança das mulheres no Brasil, especialmente em São Paulo, devido ao aumento dos casos de feminicídio. Amelinha destaca que o direito fundamental de ir e vir está ameaçado pela violência de gênero.
Recorde de Feminicídios em 2025
O estado de São Paulo registrou, em 2025, o maior número de feminicídios desde o início da série histórica em 2018. Foram contabilizados 270 casos, representando um aumento de 6,7% em relação a 2024. Este dado alarmante reflete o agravamento da violência contra mulheres na região.
Medidas Protetivas Insuficientes
Amelinha Teles participou de uma audiência pública promovida pelo Ministério Público de São Paulo, onde destacou a insuficiência das medidas protetivas. Segundo levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, uma em cada cinco vítimas de feminicídio na cidade de São Paulo possuía medida protetiva em vigor, mas ainda assim foram mortas.
Desafios na Proteção das Mulheres
A ativista ressalta a falta de fiscalização e acompanhamento adequados para as mulheres que obtêm medidas protetivas. A necessidade de serviços qualificados e uma melhor estrutura para atender as vítimas de violência de gênero são pontos críticos levantados por Amelinha.
Isolamento do Movimento Feminista
Amelinha também denunciou o isolamento do movimento feminista pelas autoridades, afirmando que há uma carência de democracia no tratamento da questão. Ela aponta que os serviços de apoio às mulheres estão sobrecarregados e subdimensionados frente à demanda crescente.
A reportagem tentou contato com o governo de São Paulo para obter um posicionamento, mas não obteve resposta até o fechamento deste artigo.






