A preocupação com a qualidade da água, tanto para consumo humano e animal quanto para o tratamento de resíduos industriais, é tema de um projeto de extensão desenvolvido por pesquisadores da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Coordenado pela professora Diana Nara Ribeiro de Sousa, do Departamento de Química, o projeto realiza análises físico-químicas em amostras de água da Região Metropolitana de Londrina.
O trabalho atende demandas da comunidade, empresas e instituições, avaliando parâmetros como pH, turbidez, cor, fósforo total, condutividade elétrica e presença de agrotóxicos, conforme critérios estabelecidos pela Portaria nº 888/2021 do Ministério da Saúde. As análises são realizadas tanto em campo quanto em laboratório, utilizando equipamentos específicos e técnicas de preparação para garantir resultados precisos, especialmente na detecção de contaminantes em baixas concentrações.
Além de monitorar a água destinada ao consumo, o projeto também verifica a qualidade das águas residuárias industriais, que podem conter poluentes como metais pesados e matéria orgânica. Esse acompanhamento é fundamental para identificar possíveis riscos à saúde pública e ao meio ambiente, além de subsidiar ações corretivas em casos de contaminação acima dos limites permitidos.
O Laboratório de Análise Físico-Química da Água (LAFQ) da UEL busca ainda obter certificações junto a órgãos como INMETRO e vigilâncias sanitárias municipais, o que permitirá ampliar a oferta de análises e garantir a competência técnica exigida pelas normas da ABNT. Para isso, o laboratório investe na capacitação de sua equipe e na validação dos procedimentos utilizados.
O projeto também oferece treinamentos e consultorias para empresas e instituições, orientando sobre o controle e a gestão da água em processos produtivos. Outro destaque é a formação de alunos de graduação e pós-graduação, que aprendem a operar equipamentos e técnicas analíticas, contribuindo para sua inserção no mercado de trabalho.
Segundo a professora Diana Ribeiro, a iniciativa tem impacto direto na saúde pública, na preservação ambiental e na educação, ao formar profissionais qualificados e apoiar a sociedade na busca por água de qualidade.
Fonte: operobal.uel.br









