Organizações ambientais e de defesa dos consumidores manifestaram insatisfação com os resultados do Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP 2026), realizado nesta quarta-feira (18). O leilão é responsável por contratar geração de energia de usinas que ficam disponíveis para atender o Sistema Interligado Nacional (SIN) em momentos de alta demanda ou emergências.
Críticas às Fontes Fósseis
O Instituto Internacional Arayara, que atua em defesa do clima e do meio ambiente, criticou a predominância de usinas movidas a combustíveis fósseis entre os empreendimentos vencedores. Dos 100 projetos contratados, apenas cinco são hidrelétricas, enquanto 90 são termelétricas a gás natural, três a carvão mineral e duas a biogás.
Impacto Econômico e Ambiental
A Frente Nacional de Consumidores de Energia (FNCE) destacou que as termelétricas representarão um custo anual de R$ 39 bilhões, resultando em um aumento médio de 10% nas contas de luz. A organização também alertou para o impacto inflacionário e o desequilíbrio no setor elétrico, além das emissões de gases de efeito estufa.
Posição do Governo
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, defendeu o leilão como uma solução para a potência do sistema energético brasileiro. Ele indicou que esta pode ser uma das últimas licitações de energia não renovável organizadas pelo governo, ressaltando a segurança energética e a possibilidade de tarifas mais baixas.
Próximos Passos
Na próxima sexta-feira (20), um novo LRCAP está programado para contratar energia gerada por termelétricas a óleo diesel, óleo combustível e biodiesel, continuando a discussão sobre a matriz energética do país.







