O número de mulheres no mercado de trabalho brasileiro aumentou 11%, com destaque para o avanço entre mulheres negras e pardas, segundo o 5º Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) nesta segunda-feira (27).
De acordo com o levantamento, a quantidade de mulheres empregadas em empresas privadas com pelo menos 100 funcionários passou de 7,2 milhões para 8 milhões, um acréscimo de cerca de 800 mil postos. Entre mulheres negras, o crescimento foi ainda maior, de 29%, totalizando 4,2 milhões de trabalhadoras.
Apesar do aumento na participação feminina, a desigualdade salarial persiste. As mulheres recebem, em média, 21,3% menos que os homens nessas empresas. No relatório anterior, a diferença era de 20,7%. O salário mediano de contratação também apresentou diferença, subindo de 13,7% para 14,3%.
O relatório, baseado em dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), analisou informações de cerca de 53,5 mil estabelecimentos. O salário médio nacional é de R$ 4.594,89, enquanto o salário mediano de contratação é de R$ 2.295,36.
A participação das mulheres na massa de rendimentos subiu de 33,7% para 35,2%, mas ainda está abaixo da presença feminina no emprego, que é de 41,4%. Para igualar esse percentual, seria necessário um acréscimo de R$ 95,5 bilhões nos rendimentos das trabalhadoras, segundo o MTE.
O relatório aponta avanços em políticas internas das empresas, como jornada flexível, auxílio-creche, licenças parentais estendidas e planos de cargos e salários. Também aumentou o número de empresas com menor desigualdade salarial.
As diferenças regionais permanecem. Acre, Piauí, Distrito Federal, Ceará, Pernambuco, Alagoas e Amapá apresentam menor desigualdade salarial. Já Espírito Santo, Rio de Janeiro e Paraná têm os maiores índices de disparidade.
Essas informações fazem parte da aplicação da Lei nº 14.611/2023, que exige transparência salarial em empresas com 100 ou mais empregados e busca promover igualdade de remuneração entre homens e mulheres.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br








