O ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, foi novamente ausência na reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado do Senado, realizada nesta quarta-feira, 8 de novembro. Esta é a terceira vez que Campos Neto não comparece ao chamado da comissão.
Motivos da Ausência
Os advogados de Campos Neto comunicaram ao colegiado que sua presença obrigatória violaria uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). O ex-presidente do Banco Central havia sido convocado como testemunha qualificada devido ao seu conhecimento técnico, mas a obrigatoriedade foi contestada judicialmente.
Tentativas Anteriores
A primeira tentativa de ouvir Campos Neto ocorreu em 3 de março, quando o ministro André Mendonça, do STF, transformou sua convocação em um convite, tornando sua participação opcional. Mesmo com a insistência do colegiado em 31 de março, Campos Neto recusou o convite, levando à atual convocação obrigatória.
Reações do Colegiado
O presidente da CPI, senador Fabiano Contarato, destacou a importância do depoimento de Campos Neto para os trabalhos da comissão. A ausência repetida gerou discussões sobre quais medidas deverão ser tomadas rapidamente, visto que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, decidiu não prorrogar a CPI além do dia 14 deste mês.








