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Câmera em banheiro escolar de Cambé: advogado comenta

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Criminalista Marcos Pavinato analisa a retirada do equipamento pelos alunos e cobra esclarecimentos sobre a instalação no Érico Veríssimo

A instalação de uma câmera camuflada no banheiro do Colégio Estadual Cívico-Militar Érico Veríssimo, em Cambé, foi tema de uma entrevista do advogado criminalista Marcos Pavinato ao Portal Cambé. Após a manifestação de estudantes, acompanhada pela reportagem, o profissional analisou a retirada do equipamento pelos alunos e defendeu que o episódio exige esclarecimentos sobre a responsabilidade pela instalação.

Na entrevista ao jornalista Silvio Rodrigues, Pavinato contrapôs a justificativa atribuída à direção, de que a câmera serviria para combater atos de vandalismo, à reclamação de estudantes e familiares sobre a invasão de privacidade.

“Se tratando de crianças e adolescentes, o cuidado deve ser dobrado ou triplicado”, afirmou.

Advogado entende que estudantes agiram para proteger a intimidade

Com base nas fotos e imagens que disse ter acompanhado, Pavinato avaliou que os estudantes que retiraram o dispositivo agiram para resguardar a própria intimidade. Na análise do criminalista, essa conduta deve ser diferenciada de danos ao patrimônio escolar praticados por vandalismo.

Para o advogado, nas circunstâncias relatadas na entrevista, a retirada da câmera não caracteriza ato infracional. Ele sustentou que a reação dos alunos estava relacionada à proteção da imagem e da dignidade.

Pavinato comparou o episódio a situações como quebrar uma torneira ou danificar um bebedouro, destacando que a finalidade da ação dos estudantes era outra. A avaliação apresentada por ele se refere ao caso descrito e às imagens que afirmou ter visto.

Instalação e responsabilidade precisam ser esclarecidas

O criminalista também cobrou explicações sobre a presença do equipamento camuflado no banheiro. Segundo ele, a gestão escolar precisa esclarecer como ocorreu a instalação e identificar quem foi responsável pela medida.

Durante a entrevista, Pavinato defendeu que equipamentos de monitoramento sejam identificados, especialmente em ambientes frequentados por crianças e adolescentes. Em sua avaliação, a própria sinalização pode contribuir para inibir danos ao patrimônio.

O advogado apontou o Núcleo Regional de Educação e o Ministério Público como instituições às quais cabe apurar o episódio. Também ressaltou que os envolvidos devem ter direito de defesa e oportunidade de explicar o ocorrido.

Caso mobilizou alunos do Érico Veríssimo

O Portal Cambé acompanha o caso desde a publicação da primeira reportagem sobre a câmera no colégio. A cobertura incluiu uma manifestação de estudantes, que levou a discussão sobre privacidade e segurança para fora dos muros da escola.

A entrevista com Pavinato acrescenta uma avaliação jurídica ao debate levantado pela comunidade escolar. O ponto central apresentado pelo advogado é a necessidade de esclarecer a instalação do equipamento e resguardar a intimidade dos alunos.

Acompanhe os próximos desdobramentos no Portal Cambé e compartilhe a reportagem para ampliar o acesso às informações. Ao comentar, preserve a identidade e a imagem dos estudantes.

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