A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou novas medidas para reforçar a fiscalização de medicamentos injetáveis, conhecidos como canetas emagrecedoras, que contêm agonistas do receptor GLP-1. As ações visam combater irregularidades na importação de insumos e na manipulação de substâncias como semaglutida, tirzepatida e liraglutida.
Contexto e Justificativa
A Anvisa observou um aumento significativo na importação de insumos farmacêuticos, que não condiz com a demanda nacional. Em 2025, foram importados 130 quilos de insumos, suficientes para 25 milhões de doses. Inspeções em 2026 resultaram na interdição de oito empresas por problemas técnicos e controle de qualidade insuficiente.
Medidas e Estratégias
O plano da Anvisa inclui a revisão de notas técnicas e resoluções, intensificação de inspeções em farmácias e clínicas, e busca ativa de eventos adversos. A agência também fortalece cooperações institucionais e promove ações de treinamento e informação.
Riscos e Preocupações
Os principais riscos incluem manipulação sem demanda individual, problemas de esterilização e uso de insumos com origem desconhecida. A Anvisa já emitiu alertas sobre o risco de pancreatite associado ao uso inadequado dessas canetas.
Impactos Esperados
As medidas visam garantir a segurança e eficácia dos produtos, protegendo a saúde da população contra o uso irregular e prescrição off label. A Anvisa busca, assim, estabelecer um controle mais rigoroso sobre a cadeia produtiva e a manipulação de medicamentos.






