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Gilmar Mendes acusa André Mendonça de tentar influenciar eleições ao divulgar caso Master no STF

Gilmar Mendes acusa André Mendonça de tentar influenciar eleições ao divulgar relatório do caso Master no STF. Entenda os desdobramentos.

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O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta terça-feira (15) que o ministro André Mendonça teria utilizado sua posição como relator do caso Master para tentar interferir no processo eleitoral de outubro. Segundo Gilmar, a divulgação do relatório da Operação Compliance Zero, que envolve o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ocorreu em data estratégica, próxima às manifestações de 7 de setembro.

Durante a sessão extraordinária convocada pelo presidente do STF, Edson Fachin, Gilmar Mendes declarou que a condução do caso teve um claro viés político-eleitoral. O decano pediu ainda o adiamento do julgamento para o dia 23 de setembro, quando está marcada a análise de um pedido de investigação contra Mendonça por suspeita de abuso de autoridade.

Em resposta às acusações, Mendonça negou qualquer intenção política e classificou a fala de Gilmar como leviana. O ministro ouviu as críticas em silêncio após intervenção de Fachin, que garantiu direito de resposta.

O julgamento em questão é inédito na história do STF, pois discute a abertura de investigação criminal contra um de seus membros. O relatório divulgado por Mendonça inclui mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Vorcaro, que sugerem proximidade com Moraes e citam contratos de alto valor com o escritório da esposa do ministro.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) questionou a legalidade do relatório e pediu sua anulação, argumentando que Mendonça avançou nas investigações sem comunicar à presidência do STF ou ao plenário. O nome do procurador-geral Paulo Gonet também aparece nas mensagens investigadas.

Em reação, Moraes divulgou um relatório de inteligência da PF sugerindo que Mendonça teria direcionado investigações para atingir adversários políticos. Este documento, porém, não possui assinatura oficial e é tratado como conjectura.

O presidente do STF, Edson Fachin, marcou para 23 de setembro o julgamento do pedido de investigação contra Mendonça. A sessão desta terça foi suspensa para o almoço e deve ser retomada às 14h, com todos os ministros presentes, exceto Nunes Marques e Dias Toffoli, que se declararam impedido e suspeito, respectivamente.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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