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Copom inicia reunião com expectativa de novo corte na taxa Selic

Copom inicia reunião para decidir nova Selic; mercado espera corte para 13,75% ao ano. Inflação e PIB seguem em queda, dólar estável.

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central deu início nesta terça-feira (15) à sua sexta reunião de 2026 para avaliar a taxa básica de juros, a Selic. O encontro, que se estende até amanhã, ocorre em meio à expectativa do mercado financeiro de uma nova redução, passando dos atuais 14% para 13,75% ao ano.

Essa possível diminuição acompanha o cenário de inflação controlada, conforme apontam os dados recentes. Em agosto, o índice oficial de preços registrou queda de 0,32%, o menor patamar em quatro anos. Desde março, o Copom vem promovendo cortes consecutivos na Selic, que atualmente está em seu nível mais baixo em 2026.

De acordo com o Boletim Focus, as projeções para a inflação deste ano seguem em queda, com estimativa de 4,9%, abaixo dos 5% previstos na semana anterior. Há um mês, a expectativa era de 5,02% para o final de 2026.

Em relação ao crescimento econômico, o mercado espera que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil avance 1,89% em 2026, uma leve redução em comparação com as projeções anteriores. O dólar, por sua vez, deve permanecer estável, com cotação projetada em R$ 5,20 até o fim do ano, segundo previsões mantidas há 13 semanas.

A Selic é referência para as demais taxas de juros do país e influencia diretamente o custo do crédito, a rentabilidade das aplicações financeiras e o ritmo da economia. Quando a taxa é reduzida, o crédito tende a ficar mais acessível, estimulando consumo e investimentos.

O Copom se reúne a cada 45 dias. No primeiro dia, são realizadas apresentações técnicas sobre o cenário econômico nacional e internacional. No segundo, os membros do comitê avaliam os dados e definem a nova taxa de juros.

Desde janeiro de 2025, o sistema de meta contínua estabelece que a inflação deve ficar em 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Mesmo com a tendência de queda, as projeções de inflação ainda superam o teto da meta para 2026, o que segue sendo um ponto de atenção para o Banco Central na definição da política monetária.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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