A 6ª edição da Caminhada do Silêncio pelas Vítimas de Violência do Estado ocorreu em São Paulo, no último domingo (29). O evento teve início às 16h, em frente ao antigo prédio do DOI-Codi/SP, na rua Tutóia, conhecido por sua história de repressão durante a ditadura militar brasileira.
Percurso e Participação
O cortejo seguiu em direção ao Monumento em Homenagem aos Mortos e Desaparecidos Políticos, localizado no Parque Ibirapuera. A caminhada contou com a presença de centenas de pessoas, incluindo familiares de vítimas e integrantes de movimentos de direitos humanos, sob a escolta da polícia militar.
Objetivos e Reflexão
Organizado pelo Movimento Vozes do Silêncio, o evento busca relembrar os crimes da ditadura e denunciar a continuidade das violências de estado na atualidade. Lorrane Rodrigues, do Instituto Vladimir Herzog, destacou a importância de discutir o impacto histórico do regime militar no presente e na construção de um futuro democrático.
Recomendações e Desafios
O Instituto Vladimir Herzog monitora as recomendações da Comissão Nacional da Verdade, que apresenta 49 diretrizes para o estado brasileiro. Apesar de alguns avanços, a implementação dessas recomendações ainda é insuficiente, conforme relatado por Lorrane Rodrigues.
Manifesto e Continuidade
No final do evento, foi lido um manifesto enfatizando que o silêncio da caminhada é uma forma de resistência e memória. O documento ressalta que a violência de estado continua presente e que a luta pela democracia e justiça permanece necessária.
Participação da Sociedade Civil
Mais de 30 organizações da sociedade civil e movimentos sociais participaram da iniciativa. Neste ano, foi destacada a possibilidade de revisão da aplicação da Lei da Anistia, especialmente em casos de crimes permanentes, conforme proposto pelo ministro do STF, Flávio Dino.







