Na noite de quinta-feira (19), uma assembleia dos caminhoneiros decidiu não iniciar uma greve nacional, apesar do aumento no preço do diesel. A decisão foi tomada após discussões intensas entre as lideranças da categoria, que se reunirão novamente em 26 de outubro para reavaliar a situação.
Impacto do Aumento no Preço do Diesel
O preço do diesel subiu mais de 20% nas últimas semanas, influenciado pela instabilidade no Oriente Médio, que elevou o preço do barril de petróleo. Esse aumento tem gerado preocupação entre os motoristas de caminhão, que dependem desse combustível para suas atividades.
Reunião com o Governo
Está agendada para 25 de outubro uma reunião entre as lideranças dos caminhoneiros e Guilherme Boulos, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, para discutir medidas que possam evitar a paralisação.
Declarações de Boulos
Em entrevista ao programa de José Luiz Datena, Boulos afirmou que o governo tem negociado de forma insistente e respeitosa com os caminhoneiros. Ele ressaltou que uma greve no momento atual não resolveria os problemas enfrentados pela categoria.
Medidas do Governo Federal
O presidente Luís Inácio Lula da Silva editou a MP 1.343/2026, que visa intensificar a fiscalização sobre o pagamento do piso do frete. Esta medida foi um passo importante nas negociações com os caminhoneiros.
Especulação no Mercado
Boulos acusou distribuidoras de combustíveis de especulação, afirmando que o aumento do preço do diesel é influenciado por práticas injustas. Ele mencionou nominalmente grandes distribuidoras como responsáveis por essa situação.
Negociações com Governadores
O governo federal está em conversas com governadores para que considerem a isenção do ICMS sobre o diesel, complementando a isenção do PIS e Cofins já implementada pelo governo federal para ajudar a estabilizar os preços.








