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Estudo aponta 120 mil mortes ligadas ao calor extremo no Brasil em 20 anos

Estudo aponta 120 mil mortes relacionadas ao calor extremo no Brasil entre 2000 e 2019, destacando riscos à saúde e necessidade de ações preventivas.

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Um levantamento divulgado nesta quarta-feira (17) revela que cerca de 120 mil mortes no Brasil, entre os anos de 2000 e 2019, tiveram relação direta com ondas de calor. O número representa 0,6% do total de óbitos registrados no período, excluindo causas externas como acidentes e violências.

A pesquisa, desenvolvida por especialistas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Universidade Federal da Bahia (UFBA), analisou dados de 5.566 municípios brasileiros. Apenas quatro cidades ficaram de fora devido a questões técnicas e administrativas.

O estudo mostra que o calor extremo está associado ao aumento de internações por doenças respiratórias, renais e gastrointestinais. Crianças menores de 10 anos e idosos acima de 60 anos são os grupos mais vulneráveis, apresentando maior risco de complicações de saúde, como pneumonia, insuficiência renal e diabetes.

Segundo os pesquisadores, pessoas com menor escolaridade, mulheres e indivíduos com doenças respiratórias também estão mais expostos aos efeitos negativos das altas temperaturas. A análise destaca ainda que eventos cardiovasculares durante ondas de calor podem evoluir rapidamente para quadros graves, muitas vezes antes mesmo da hospitalização.

O estudo reforça a necessidade de fortalecer sistemas de monitoramento e alerta para ondas de calor, além de integrar informações climáticas às ações de vigilância em saúde do Sistema Único de Saúde (SUS). Os especialistas defendem a criação de políticas públicas específicas para proteger os grupos mais vulneráveis e adaptar as cidades brasileiras às mudanças climáticas.

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, o aumento da frequência e intensidade das ondas de calor já traz impactos significativos à saúde da população, evidenciando a urgência de medidas para tornar as cidades mais resilientes e preparadas para eventos climáticos extremos.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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