Uma pesquisa recente do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) revela que fatores sociais como sobrecarga materna, preços acessíveis e componentes afetivos estão impulsionando o consumo de alimentos ultraprocessados entre crianças de comunidades urbanas no Brasil.
Resultados da Pesquisa
O estudo entrevistou cerca de 600 famílias em comunidades de Belém, Recife e Rio de Janeiro. Apesar de 84% dos entrevistados se preocuparem com uma alimentação saudável, alimentos ultraprocessados estão presentes em metade dos lanches infantis e em 25% dos cafés da manhã.
O Papel da Sobrecarga Materna
Nas famílias pesquisadas, 87% das mães são responsáveis por comprar e servir alimentos, enquanto apenas 40% dos pais participam dessas tarefas. A oficial de Saúde e Nutrição do Unicef, Stephanie Amaral, destaca a sobrecarga das mães como um fator que contribui para a escolha por alimentos ultraprocessados.
Desconhecimento e Preço
Muitos entrevistados desconhecem que alimentos como iogurtes saborizados e nuggets são ultraprocessados. Além disso, 67% das famílias consideram sucos de caixinha e salgadinhos baratos, enquanto alimentos frescos são vistos como caros.
Componentes Afetivos
O estudo também identificou um componente afetivo no consumo de ultraprocessados, associando esses produtos a uma infância feliz devido a embalagens atraentes e personagens infantis.
Recomendações do Estudo
A pesquisa sugere fortalecer a regulação dos ultraprocessados, avançar na publicidade infantil e promover ambientes escolares saudáveis. A confiança na alimentação escolar pode ser uma aliada na promoção de hábitos alimentares mais saudáveis.














