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Facebook apresenta falhas ao barrar anúncios com desinformação eleitoral, aponta Anistia Internacional

Anistia Internacional aponta falhas do Facebook ao filtrar anúncios com desinformação eleitoral às vésperas das eleições de 2026.

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Um levantamento da Anistia Internacional Brasil revelou que o Facebook não conseguiu filtrar adequadamente anúncios pagos com desinformação eleitoral. O teste foi divulgado nesta terça-feira (25), a 40 dias do primeiro turno das eleições gerais marcadas para 4 de outubro.

Segundo a ONG, foram enviados 15 anúncios em português, direcionados ao público brasileiro com idade para votar. Destes, 14 continham conteúdos classificados como desinformação eleitoral, enquanto apenas um era considerado neutro. Oito desses anúncios foram aprovados pela plataforma, mesmo apresentando informações falsas ou enganosas sobre candidatos, instituições eleitorais e procedimentos de votação.

A Anistia Internacional destacou que os anúncios não chegaram a ser publicados, pois foram programados para datas futuras e cancelados antes de irem ao ar. A maioria dos anúncios reprovados não foi barrada por conter desinformação, mas sim por questões relacionadas à verificação de identidade exigida pelo Facebook para anúncios sobre política.

Os conteúdos analisados seguiam três estratégias principais: deslegitimação do processo eleitoral, construção de adversários políticos como ameaças e defesa de medidas autoritárias como solução para problemas de segurança ou instabilidade política.

A ONG também apontou que os anúncios foram submetidos de Londres, sem o uso de VPN, evidenciando que é possível programar anúncios políticos para o público brasileiro a partir do exterior. Para a Anistia Internacional, isso levanta preocupações sobre possíveis interferências externas nas eleições brasileiras.

Jurema Werneck, diretora-executiva da Anistia Internacional Brasil, afirmou que o sistema de moderação do Facebook falhou ao não identificar mais da metade dos anúncios com desinformação eleitoral. Segundo ela, a plataforma precisa reforçar suas medidas para evitar que conteúdos falsos sejam veiculados, especialmente durante o período eleitoral.

Em resposta, a Meta, empresa responsável pelo Facebook, declarou que o teste envolveu uma amostra pequena e que os anúncios não chegaram a ser exibidos aos usuários. A companhia afirmou ainda investir em diversas camadas de análise para proteger o processo eleitoral e garantir transparência em publicidade política.

A legislação eleitoral brasileira, regulamentada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), exige que plataformas digitais adotem medidas para impedir a circulação de informações falsas ou descontextualizadas que possam comprometer a integridade das eleições. O TSE determina ainda que conteúdos que descredibilizem o sistema eletrônico de votação devem ser removidos, mesmo sem ordem judicial.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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