Dois relatórios divulgados nesta quarta-feira (26) destacam que países da Ásia Central e pequenas nações insulares enfrentam desafios crescentes relacionados à escassez de água, degradação do solo e mudanças climáticas. As análises foram apresentadas durante a 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17), realizada em Ulaanbaatar, na Mongólia.
Segundo os documentos, mais de 50 países e territórios sofrem impactos significativos. Na Ásia Central, composta por Cazaquistão, Quirguistão, Tajiquistão, Turcomenistão e Uzbequistão, mais de 80 milhões de hectares já apresentam sinais de degradação, afetando cerca de 24 milhões de pessoas. O aquecimento na região ocorre em ritmo duas vezes superior à média mundial, e as geleiras locais já perderam 30% de seu volume nos últimos 50 anos.
Os pequenos Estados insulares em desenvolvimento (SIDS) abrangem 39 países e 18 territórios distribuídos pelo Caribe, Pacífico, Atlântico, Índico e Mar do Sul da China. Nesses locais, aproximadamente 18,8 milhões de hectares de terra estão degradados, superando levemente a média global. Mais de 70% dessas nações enfrentam escassez de água, e 43% de suas áreas sofrem com a seca, sendo que a extensão das áreas afetadas por seca extrema aumentou 30% nas últimas décadas.
Os relatórios apontam ainda que cerca de 16,3 milhões de pessoas nesses países lidam com insegurança alimentar grave, e 11,5 milhões estão subnutridas. Apesar de receberem cerca de US$ 2 bilhões anuais para adaptação climática, o valor representa apenas 0,2% do total global. O estudo estima que seriam necessários ao menos US$ 11,7 bilhões por ano para atender às necessidades dessas nações.
Yasmine Fouad, secretária executiva da UNCCD, ressaltou que, embora as regiões enfrentem vulnerabilidades distintas, ainda há possibilidade de reversão dos danos. Ela defende investimentos em manejo responsável da terra, cooperação internacional e foco em pessoas e ecossistemas nas decisões de desenvolvimento.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br





