O Benefício de Prestação Continuada (BPC), destinado a idosos acima de 65 anos e pessoas com deficiência em situação de vulnerabilidade, foi responsável por evitar cerca de 571 mil mortes e 13 milhões de internações no Sistema Único de Saúde (SUS) nos últimos 30 anos. Os dados são de um estudo do Instituto de Saúde Global de Barcelona (ISGlobal), divulgado em versão preliminar e liderado por pesquisadores brasileiros.
Segundo o levantamento, cada aumento de um ponto percentual na cobertura do BPC resultou em queda de 2,9% nas internações hospitalares, 0,6% nas mortes e 3,9% nos anos de vida saudável perdidos. O programa também gerou economia ao Estado: para cada R$ 1 investido, o governo economizou R$ 3,81 em custos de saúde.
Impacto positivo para famílias e crianças
O estudo destaca ainda que o BPC contribuiu para reduzir em 5% a mortalidade de crianças de 0 a 4 anos, a cada ponto percentual de aumento de beneficiários. Isso ocorre porque, em muitas famílias de baixa renda, avós são os principais cuidadores das crianças, ampliando o alcance do benefício para toda a casa.
Como funciona o BPC
Criado em 1996, o BPC é um dos maiores programas de pensão social não contributiva da América Latina. Atualmente, cerca de 6,6 milhões de brasileiros recebem o benefício, que corresponde a um salário mínimo por mês. Para ter direito, é necessário ter mais de 65 anos ou ser pessoa com deficiência, além de renda familiar per capita inferior a um quarto do salário mínimo (R$ 405,25). Não é preciso ter contribuído para o INSS para receber o auxílio.
Contexto e importância para a população
O BPC é uma política fundamental para a proteção social de idosos e pessoas com deficiência em situação de pobreza, especialmente em cidades do interior e regiões com alta vulnerabilidade social. O programa tem papel relevante na redução de desigualdades e na melhoria da saúde pública, beneficiando não só os titulares, mas também suas famílias.
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Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br







