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UFPR é a quinta universidade do país em número de pedidos de patentes

Com um histórico de inovação na última década, UFPR tem mais de 117 projetos registrados junto ao INPI

 

Um estudo publicado pelo INPI – Instituto Nacional de Propriedade Industrial – no início deste mês aponta a Universidade Federal do Paraná como a 5ª universidade do Brasil em número de pedidos de patentes, a melhor posição entre as universidades paranaenses. Na lista geral, que inclui empresas e pessoas físicas, a UFPR encontra-se na 12ª colocação. De acordo com a lista, a universidade possui 63 pedidos de patente no período entre 2004 e 2008.

Um dos primeiros passos para que a universidade alcançasse esse lugar hoje foi dado em 2003. Em maio daquele ano, foi aprovada uma resolução que passou a regulamentar a proteção de direitos relativos à Propriedade Industrial e Intelectual no âmbito da UFPR. Entre outros pontos, a resolução já definia as partes de lucro dos possíveis royalties divididas entre as empresas, a universidade e os pesquisadores/inventores. Esta resolução surgiu mais de um ano antes da Lei da Inovação ser sancionada, em dezembro de 2004.

O pesquisador Carlos Ricardo Soccol, professor titular do Departamento Engenharia de
Bioprocessos e Biotecnologia, é um dos grandes responsáveis pela boa posição da UFPR no ranking nacional. Com mais de 25 pedidos de patente registrados, ele acredita que o resultado mais importante desta colocação é a possibilidades da transferência desses conhecimentos gerados na UFPR à sociedade através de novos processos e produtos.

“O número de patentes depositados por um país é um importante parâmetro para medir seu grau de desenvolvimento científico, tecnológico e principalmente por sua capacidade de inovar”, explica o professor. Os novos processos e produtos desenvolvidos pelo Prof. Soccol e patenteados pela UFPR são das mais variadas áreas, que incluem o setor agrícola, produção e processamento de alimentos, cosmetológico, meio ambiente e de bioenergia.

O repasse das patentes para a sociedade é realizado quando as instituições de pesquisa desenvolvem parcerias com empresas interessadas em tirar as invenções dos laboratórios. O contato entre essas duas partes é feito através da Agência de Inovação e Tecnologia da UFPR. Regulamentada em 2008, a agência contava, até 2010, com 117 pedidos de patentes junto ao INPI. “A Agência faz o meio de campo entre as empresas e os pesquisadores e inventores – desde a redação do pedido até a assinatura do contrato”, explica o professor Dr. Sérgio Scheer, pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação e diretor da Agência de Inovação e Tecnologia da UFPR. “Nós temos atualmente sete contratos de parceria com empresas e outros cinco em tramitação”, conta.

A UFPR possui patentes de áreas distintas do conhecimento. Entre os destaques estão os setores de Química, Física e Engenharia Mecânica. “Essas áreas, porém, são bastante abrangentes. Um invento registrado na área de química, por exemplo, pode ser útil para a construção civil”, explica o pró-reitor.

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