O Banco de Brasília (BRB) informou nesta terça-feira (9) que precisa de R$ 8,8 bilhões para cobrir possíveis prejuízos relacionados a operações realizadas com o Banco Master. A necessidade do valor foi confirmada pelo presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, durante audiência pública no Senado.
Segundo Souza, o montante é resultado de uma auditoria interna que apontou risco de perda em parte dos R$ 30 bilhões em títulos adquiridos do Banco Master. Deste total, pelo menos R$ 8,8 bilhões podem não ser recuperados, sendo que R$ 2,6 bilhões não possuem garantia de reembolso.
Para evitar problemas financeiros e manter a confiança do mercado, o Governo do Distrito Federal (GDF), que detém 53,7% das ações do BRB, apresentou um projeto de lei para autorizar um empréstimo de R$ 6,6 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC). A proposta já foi homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e aguarda aprovação da Câmara Legislativa do DF.
Além do empréstimo, o BRB está utilizando a securitização de dívidas do GDF para levantar recursos. Na primeira etapa, o banco já recebeu R$ 1,17 bilhão e espera captar pelo menos mais R$ 3 bilhões em operações futuras, com apoio do BTG Pactual. Assim, restariam R$ 2,2 bilhões para completar o provisionamento necessário.
O presidente do BRB destacou que a aprovação do projeto de lei é essencial para a continuidade das operações do banco, que administra cerca de R$ 30 bilhões em depósitos judiciais e responde por 64% dos financiamentos imobiliários no Distrito Federal, com uma carteira próxima a R$ 15 bilhões.
Souza afirmou que, com o provisionamento, o BRB mantém condições estruturais para seguir operando normalmente e que a instituição está mais saudável do que no final do ano passado. Ele ressaltou que o desaparecimento ou intervenção no BRB traria impactos para Brasília e outras regiões onde o banco atua.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br









