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Quaest apresenta novas estratégias em pesquisas eleitorais para 2026

Quaest atualiza metodologia para pesquisas eleitorais de 2026, ampliando precisão e representatividade do eleitorado brasileiro.

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Brasil
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A Quaest anunciou mudanças importantes em sua metodologia para pesquisas eleitorais de 2026, buscando aprimorar a precisão dos resultados e refletir melhor o perfil do eleitorado brasileiro.

O primeiro ponto destacado é a necessidade de garantir que todos os segmentos politicamente relevantes estejam representados nas amostras. Além dos critérios tradicionais como região, sexo, idade, escolaridade e renda, agora também será considerado o perfil político dos eleitores. Para isso, a seleção dos municípios e setores censitários será baseada em um mapeamento das preferências eleitorais dos últimos oito anos, utilizando algoritmos que agrupam áreas com características políticas e sociais semelhantes. Com isso, a representatividade política será incorporada ao desenho da amostra desde o início.

Outro desafio enfrentado é a alienação eleitoral, que inclui abstenções, votos brancos e nulos. Em 2022, esse grupo representou 24,4% do eleitorado. A Quaest identificou que a abstenção é mais comum entre pessoas com menor escolaridade, renda e entre idosos. Para evitar distorções, a empresa continuará utilizando o modelo “likely voter”, que ajusta o peso das intenções de voto de acordo com a probabilidade de cada perfil realmente comparecer às urnas.

O terceiro aspecto abordado é a decisão tardia do voto. Pesquisas recentes indicam que 15% dos eleitores decidem seu voto para presidente na última semana ou no próprio dia da eleição. Esse fenômeno pode causar diferenças entre as pesquisas e os resultados finais. Para 2026, a Quaest pretende monitorar de perto os segmentos mais propensos à mudança de voto, aplicando modelos que estimam o potencial de realinhamento dos indecisos e do chamado voto estratégico.

Com essas inovações, a Quaest busca oferecer uma análise mais fiel das intenções de voto, reconhecendo os limites das pesquisas e a dinâmica do comportamento eleitoral no Brasil.

Fonte: quaest.com.br

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