O Banco Central divulgou nesta segunda-feira (28) que o déficit nas contas externas do Brasil atingiu US$ 5,1 bilhões em agosto de 2026. O valor representa um aumento em relação ao mesmo mês do ano anterior, quando o saldo negativo foi de US$ 3,8 bilhões.
Apesar do crescimento do superávit comercial, que chegou a US$ 6,6 bilhões, o resultado foi pressionado pelo aumento dos gastos com serviços e pelas remessas de lucros e dividendos ao exterior. As exportações de bens somaram US$ 33,3 bilhões, com alta de 12,1% em comparação a agosto de 2025, enquanto as importações subiram 9,4%, totalizando US$ 26,7 bilhões.
Na conta de serviços, o déficit ficou em US$ 5,3 bilhões, um avanço de 28,2% na comparação anual. Os principais gastos foram registrados em transporte, telecomunicações, aluguel de equipamentos e propriedade intelectual. O déficit com viagens internacionais manteve-se em US$ 1 bilhão.
A conta de renda primária, que inclui lucros, dividendos e juros, também pesou negativamente, com déficit de US$ 7 bilhões em agosto. As remessas líquidas de lucros e dividendos ao exterior somaram US$ 5,9 bilhões.
Por outro lado, os investimentos diretos no país (IDP) somaram ingresso líquido de US$ 7,4 bilhões no mês, totalizando US$ 86,6 bilhões nos últimos 12 meses, o equivalente a 3,39% do PIB. Já os investimentos em carteira apresentaram saída líquida de US$ 5,2 bilhões em agosto.
As reservas internacionais do Brasil alcançaram US$ 372,6 bilhões, com aumento de US$ 2,9 bilhões em relação a julho, influenciadas pela valorização de moedas estrangeiras e receitas de juros.
O Banco Central também revisou os dados das contas externas. Para 2025, o déficit em transações correntes foi ajustado para US$ 67,4 bilhões. Para 2026, o saldo negativo acumulado de janeiro a julho passou para US$ 38,5 bilhões.
O acompanhamento do desempenho das contas externas é importante para entender a saúde financeira do país e os desafios para o equilíbrio das finanças nacionais. A comunidade econômica segue atenta às movimentações, que impactam diretamente a economia e o cenário de investimentos no Brasil.
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Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br






