O Tribunal do Júri de Planaltina, no Distrito Federal, condenou cinco pessoas a penas que somam mais de 1.200 anos de prisão pelo assassinato de dez membros de uma mesma família. O crime, ocorrido entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023, ficou conhecido como a maior chacina já registrada no DF.
De acordo com o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), os réus foram responsabilizados por crimes como homicídio qualificado, roubo, ocultação e destruição de cadáveres, sequestro, fraude processual, associação criminosa e corrupção de menor. O motivo do crime foi a disputa pela posse de uma chácara avaliada em R$ 2 milhões, localizada na região do Paranoá.
Entre as vítimas estão Elizamar Silva, seu marido Thiago Gabriel Belchior, os três filhos do casal, além de parentes próximos como sogros, cunhada e ex-mulher do sogro. A intenção dos criminosos era eliminar todos os herdeiros para assumir a propriedade e revendê-la.
As penas aplicadas foram: Gideon Batista de Menezes (397 anos, 8 meses e 4 dias), Carlomam dos Santos Nogueira (351 anos, 1 mês e 4 dias), Horácio Carlos Ferreira Barbosa (300 anos, 6 meses e 2 dias), Fabrício Silva Canhedo (202 anos, 6 meses e 28 dias) e Carlos Henrique Alves da Silva (2 anos de reclusão em regime semiaberto, por cárcere privado).
O julgamento durou seis dias, com depoimento de 18 testemunhas. Segundo o juiz responsável, Taciano Vogado Rodrigues Junior, a sentença respeitou os limites constitucionais e buscou dar resposta à sociedade e às famílias das vítimas. Os réus ainda podem recorrer da decisão.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br





