O comércio varejista brasileiro registrou um aumento de 0,4% nas vendas em janeiro de 2026, comparado ao mês anterior. Este crescimento coloca o setor no mesmo nível recorde alcançado em novembro de 2025, marcando um novo pico na série histórica iniciada no ano 2000, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Comparação Anual e Tendências
Em relação a janeiro de 2025, houve um crescimento de 2,8% no volume de vendas. Considerando os últimos 12 meses, o setor apresentou uma expansão de 1,6%. A média móvel trimestral, que reflete a tendência do comércio, também subiu 0,3% comparando-se aos três meses terminados em dezembro de 2025.
Desempenho por Segmentos
Entre os oito segmentos analisados, quatro apresentaram crescimento nas vendas de dezembro para janeiro, com destaque para a atividade farmacêutica, que inclui produtos de higiene pessoal e beleza, e que teve um aumento de 2,6%. Outros setores que se destacaram foram tecidos, vestuário e calçados (1,8%), e artigos de uso pessoal e doméstico (1,3%).
Desafios e Setores em Queda
Em contraste, o segmento de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação registrou uma queda de 9,3%. Este declínio está associado à variação do dólar, com empresas aproveitando momentos de valorização do real para ajustar estoques. Outros setores que tiveram queda incluem livros, jornais, revistas e papelaria (-1,8%) e combustíveis e lubrificantes (-1,3%).
Comércio Varejista Ampliado
No comércio varejista ampliado, que abrange atividades de atacado como veículos, motos, partes, peças, e material de construção, houve um crescimento de 0,9% de dezembro para janeiro. Este aumento representa o décimo mês consecutivo de alta, embora o crescimento anual permaneça estável em 0%.






