O Brasil iniciou sua participação nos Jogos Parasul-Americanos de Valledupar, na Colômbia, com excelente desempenho no ciclismo de estrada, nesta quinta-feira (2). Os atletas brasileiros conquistaram sete medalhas nas provas de contrarrelógio, sendo quatro de ouro e três de prata.
Entre os destaques, está Jerusa Geber, que garantiu a prata na categoria B, destinada a atletas com deficiência visual. Jerusa, de 44 anos, é conhecida por seu histórico no atletismo paralímpico, onde é tetracampeã mundial nos 100 metros e recordista mundial da prova. Ela competiu ao lado da pilota Marcella Toldi, completando o percurso em 27min55s23, ficando atrás apenas da também brasileira Viviane Soares, campeã com 26min46s41. A argentina Maria Jose Quiroga ficou com o bronze.
Viviane Soares, acompanhada da pilota Lara Marinho, também tem trajetória no atletismo e celebrou o ouro na prova. A atleta, de 30 anos, já foi medalhista de bronze nos 100 metros da classe T12 no Mundial de 2019 e destacou o apoio recebido durante sua transição para o ciclismo.
O Brasil também subiu ao pódio em outras categorias. Lauro Chaman conquistou o ouro na classe C5 masculina, enquanto Fabiana Ventura ficou com a prata na classe C5 feminina. Na classe C2, Roberto Neto garantiu o ouro entre os homens, e Sabrina Custódia obteve a prata no feminino. Na classe H3, Eduardo Pimenta venceu a prova, trazendo mais um ouro para o país.
A delegação brasileira conta com 237 atletas em 13 modalidades, além de guias e pilotos que auxiliam competidores com deficiência visual. Os Jogos Parasul-Americanos seguem até 15 de julho, com a cerimônia de abertura marcada para o próximo domingo (5). Mariana D’Andrea e Iranildo Espíndola serão os porta-bandeiras do Brasil na cerimônia.
Esta é a segunda edição do evento, que teve sua estreia em 2014, no Chile. O Brasil busca repetir o bom desempenho e se consolidar como potência no esporte paralímpico sul-americano.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br









