Pesquisadores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) iniciaram um projeto para analisar como a inteligência artificial (IA) pode influenciar a cibersegurança, tanto de forma positiva quanto negativa. O estudo, coordenado pelo professor Bruno Bogaz Zarpelão, do Departamento de Computação, busca soluções para aproveitar os benefícios da IA e reduzir os riscos relacionados à segurança digital.
O avanço da IA, especialmente após a popularização dos chatbots e do uso massivo de dados pessoais, trouxe preocupações em relação à privacidade e ao uso indevido de informações sensíveis. Segundo o professor Bruno, muitos usuários compartilham dados pessoais sem perceber os riscos, como ao fornecer informações em farmácias ou ao utilizar assistentes virtuais.
Desafios e riscos no uso da IA
O projeto destaca que, no Brasil, a digitalização acelerada da sociedade não foi acompanhada por uma educação digital adequada. Isso aumenta a vulnerabilidade da população a crimes cibernéticos, agravada pela falta de estrutura policial e judicial especializada no combate a esses delitos.
Entre os riscos, estão o vazamento de dados por aplicativos e sistemas que utilizam aprendizado de máquina, como o autopreenchimento em celulares. O professor sugere alternativas como o aprendizado federado, que permite treinar modelos de IA sem expor informações pessoais dos usuários.
IA como aliada e inimiga
Apesar dos riscos, a IA também pode ser uma ferramenta poderosa para identificar e combater ataques virtuais. No entanto, a ausência de intuição humana limita a capacidade da IA de prever ameaças inéditas. O professor Bruno ressalta que a combinação entre monitoramento humano e automação inteligente é fundamental para fortalecer a cibersegurança.
Colaborações e perspectivas
O projeto conta com a participação de bolsistas de diferentes níveis e parcerias com universidades nacionais e internacionais. A expectativa é que os resultados ajudem a criar estratégias mais seguras para o uso da IA, beneficiando tanto empresas quanto usuários comuns.
Historicamente, o debate sobre inteligência artificial já atravessa décadas, mas o crescimento recente do uso de dados e da automação digital tornou o tema central para a segurança das informações. Em Londrina e região, onde a digitalização é cada vez mais presente no cotidiano, a pesquisa pretende contribuir para uma sociedade mais segura e informada.
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Fonte: operobal.uel.br







