O professor Luiz Henrique Dall’Antonia, do Departamento de Química da Universidade Estadual de Londrina (UEL), está à frente de uma pesquisa que busca alternativas mais sustentáveis para a produção de amônia. O projeto, financiado pela Bolsa Produtividade do CNPq, investiga o uso de novos materiais e processos menos agressivos ao meio ambiente.
Atualmente, a amônia é essencial na fabricação de fertilizantes, produtos de limpeza e até cosméticos, sendo produzida majoritariamente pelo processo Haber-Bosch, que exige altas temperaturas e pressões, além de consumir muita energia. O estudo liderado pelo professor Luiz Henrique propõe a conversão de nitrogênio em amônia utilizando luz, eletricidade e materiais inovadores, como compósitos de niobatos e estruturas metalorgânicas de ferro (Fe-MOFs), operando em condições mais brandas.
Novos materiais para uma produção mais limpa
A pesquisa desenvolve eletrodos formados por niobatos e Fe-MOFs, combinando propriedades que favorecem a absorção de luz e a ativação do nitrogênio. O principal desafio é aprimorar a interface desses materiais para aumentar a eficiência na geração de amônia, reduzindo o impacto ambiental.
Avanços e formação de novos pesquisadores
O projeto atual dá continuidade a estudos anteriores do grupo, que já resultaram em publicações internacionais e no desenvolvimento de sensores e materiais semicondutores avançados. Além dos avanços científicos, a iniciativa prevê a formação de estudantes de graduação, mestrado e doutorado, fortalecendo a pesquisa na região.
Colaboração e divulgação científica
O trabalho conta com parcerias nacionais e internacionais, ampliando o intercâmbio de conhecimento em áreas como eletroquímica e síntese de materiais. Os resultados serão divulgados em artigos científicos, eventos e ações voltadas à comunidade acadêmica e ao público em geral, incluindo redes sociais e atividades de extensão.
Contexto regional e relevância
A UEL, referência em pesquisa no Norte do Paraná, reforça seu compromisso com a inovação e a sustentabilidade ao investir em soluções para desafios globais, como a produção de amônia. O projeto pode abrir caminho para processos industriais menos poluentes, beneficiando tanto o setor agrícola quanto o meio ambiente.
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Fonte: operobal.uel.br







