O coletivo de mulheres da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq) lançou o documentário 'Cafuné' na última quinta-feira (12). O filme destaca a necessidade urgente de políticas de proteção para defensoras dos direitos humanos em comunidades tradicionais.
A Importância do Documentário
Dirigido por Gabriela Barreto, Maryellen Crisóstomo e Nathália Purificação, 'Cafuné' faz parte de uma estratégia de sensibilização do poder público, incluindo o Congresso Nacional. O projeto busca proporcionar segurança às mulheres que enfrentam riscos constantes em decorrência de conflitos agrários e a falta de políticas públicas.
Proteção Coletiva
Selma Dealdina, articuladora política da Conaq, destaca que as ações propostas devem ser coletivas e comunitárias. Um plano de proteção e autocuidado será apresentado aos três poderes em maio, coincidindo com a celebração dos 30 anos da Conaq no Congresso Nacional.
Ameaças e Vulnerabilidades
De acordo com a Conaq, pelo menos 100 mulheres quilombolas vivem sob ameaça no Brasil. O documentário é parte de uma estratégia para expor os riscos enfrentados por essas mulheres. O projeto 'Cafuné' foi apoiado pelo Instituto Ibirapitanga e pela Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (Aecid).
Desafios de Saúde
Um estudo da Fiocruz revelou que a população quilombola enfrenta taxas mais altas de mortes por causas evitáveis. O acesso inadequado a serviços básicos, como água potável e saneamento, agrava a situação de vulnerabilidade das comunidades.
Compromisso Governamental
Élida Lauris dos Santos, secretária nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, afirmou que o governo federal compartilha da visão de proteção coletiva. O combate ao feminicídio e à violência contra a mulher são prioridades do governo.
Atenção à Saúde Mental
Cida Barbosa, coordenadora nacional da Conaq, ressalta a necessidade urgente de apoio psicológico para as ativistas quilombolas, um serviço ainda inacessível para muitas dessas comunidades.






