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Deepfakes se espalham nas redes mesmo proibidos nas eleições 2026

Deepfakes avançam nas redes durante as eleições 2026, mesmo proibidos pelo TSE. Saiba como a IA desafia a fiscalização e impacta o eleitor.

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Um levantamento recente do projeto VigIA, da Agência Lupa, revelou que mais de 550 vídeos e imagens do tipo deepfake circularam nas redes sociais durante a campanha do primeiro turno das eleições gerais de 2026. Apesar da proibição imposta pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), esses conteúdos foram amplamente compartilhados, inclusive por perfis de candidatos e partidos, o que pode resultar em punições.

Segundo o relatório, publicado nesta quinta-feira (1º), os deepfakes representaram 60% das publicações analisadas com uso de inteligência artificial (IA) entre 16 de agosto e 28 de setembro. Entre os casos mais comuns, estão vídeos em que jornalistas anunciam notícias falsas e celebridades aparecem apoiando candidatos de forma fraudulenta.

Maioria parte de usuários comuns

O estudo aponta que a maior parte das postagens irregulares (525) foi feita por usuários comuns, muitos deles anônimos. Apenas 29 deepfakes foram compartilhados por perfis ligados diretamente a candidatos ou partidos. Para a pesquisadora Beatriz Farrugia, esse cenário dificulta a fiscalização e exige maior colaboração das plataformas digitais para identificar os responsáveis.

Falta de sinalização agrava o problema

O uso de IA em materiais eleitorais só é permitido se houver sinalização clara de que o conteúdo foi manipulado, mas apenas 40% dos 920 conteúdos analisados estavam devidamente rotulados. Das 549 publicações consideradas irregulares, 75 partiram de candidatos ou partidos, aumentando o risco de sanções.

IA já faz parte da rotina política

O VigIA, em parceria com o laboratório Recod.ai da Unicamp, analisou quase 2 mil conteúdos suspeitos. A gerente de Inteligência da Agência Lupa, Cristina Tardáguila, destaca que a IA está cada vez mais presente na comunicação política, tornando o monitoramento um desafio constante para eleitores e órgãos de fiscalização.

Conteúdos variam entre promoção e ataques

Entre os conteúdos identificados, 45% promoviam candidaturas e cerca de um quarto traziam ataques a adversários. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi o principal alvo, aparecendo em 379 publicações, seguido por Flávio Bolsonaro, com 190 menções. Os conteúdos variavam entre sátiras, ataques e apoio explícito.

Contexto e desafios para a Justiça Eleitoral

A disseminação de deepfakes não é novidade, mas o volume registrado em 2026 mostra que a tecnologia se tornou uma ferramenta frequente na disputa eleitoral. O TSE já prevê punições severas, incluindo cassação, mas a identificação dos autores, especialmente quando são anônimos, segue sendo um grande desafio.

O cenário reforça a importância de o eleitor estar atento à veracidade das informações e de as plataformas colaborarem com a Justiça para garantir um processo eleitoral mais transparente.

Quer saber mais sobre o impacto das deepfakes na sua cidade? Deixe seu comentário, compartilhe a notícia e acompanhe o Portal Cambé para mais atualizações sobre as eleições.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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