A Arábia Saudita decidiu interromper temporariamente as operações do oleoduto Leste-Oeste, uma das principais rotas de exportação de petróleo do Oriente Médio, após um ataque aéreo registrado na região. O incidente ocorreu em meio à intensificação dos conflitos na região, elevando preocupações sobre o impacto nos preços globais de energia.
O oleoduto, com cerca de 1.200 quilômetros de extensão, tem sido fundamental para o transporte de 4 a 5 milhões de barris de petróleo por dia, representando aproximadamente 5% do abastecimento mundial. A medida de paralisação foi adotada como precaução, após relatos de que o ataque teria partido do Iraque, onde atuam milícias apoiadas pelo Irã. Em resposta ao ocorrido, o governo iraquiano destituiu um comandante militar.
Imagens de satélite indicaram fumaça intensa próxima ao oleoduto, ao sul de Medina. O Ministério das Relações Exteriores saudita confirmou que houve feridos e danos, mas ainda avalia o impacto sobre as exportações. Até o momento, nenhum grupo assumiu a autoria do ataque.
No cenário internacional, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu que o Irã poderia estar envolvido na ação. O episódio ocorre em um momento de alta nos preços do petróleo, com o valor do diesel atingindo recordes nos Estados Unidos, impulsionado por ataques a petroleiros na região.
Além disso, forças houthis, aliadas do Irã no Iêmen, avançaram ao longo do Mar Vermelho, ampliando a instabilidade em rotas estratégicas de petróleo. Fontes do governo iemenita informaram que os houthis tomaram a ilha de Perim, localizada no Estreito de Bab el-Mandeb, ponto estratégico para o transporte marítimo.
O príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, solicitou apoio militar dos Estados Unidos para conter os houthis, mas Washington, por enquanto, optou por fornecer apenas informações de inteligência. O governo americano também relatou que os próprios houthis pediram para que os EUA não interviessem diretamente no conflito.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br





