O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (30) cotado a R$ 5,44, após avançar 1,09% no dia e acumular valorização superior a 9% na semana, o maior salto semanal desde a crise global de 2008. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caiu 0,75%, chegando aos 167.921 pontos e registrando a maior perda semanal desde março de 2020.
O mercado financeiro brasileiro foi impactado por incertezas políticas após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela expectativa em torno da equipe econômica e das futuras medidas fiscais. O cenário levou investidores a buscar proteção cambial, especialmente antes do feriado de Finados.
Oscilação do câmbio e saída de capital estrangeiro
Durante o pregão, o dólar chegou a atingir R$ 5,46, antes de recuar levemente. A formação da Ptax de fim de mês e a busca por segurança influenciaram a volatilidade. No acumulado do ano, a moeda americana já sobe 0,81%.
Na bolsa, o Ibovespa enfrentou o quinto dia seguido de queda. Só nesta semana, a saída de recursos estrangeiros somou quase R$ 7,6 bilhões, pressionando ainda mais os ativos brasileiros.
Contexto internacional pesa sobre o mercado
No exterior, o clima também foi de cautela. Empresas de tecnologia dos Estados Unidos tiveram forte queda, o que refletiu nos mercados globais. O índice S&P 500, de Nova York, caiu 1,82% nesta sexta-feira. O dólar também se fortaleceu frente a outras moedas, diante das incertezas sobre inflação e juros internacionais.
Histórico de volatilidade e impactos locais
O desempenho negativo do Ibovespa nesta semana só não foi maior do que o registrado no início da pandemia de covid-19, em março de 2020. O resultado reforça o momento de instabilidade no mercado brasileiro, que segue atento à condução da política econômica e à confiança dos investidores estrangeiros.
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Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br







