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Abstenção cai e mobilização surpreende no segundo turno das eleições

Abstenção cai e mobilização surpreende no segundo turno das eleições, mudando o cenário político. Veja como o engajamento digital influenciou o resultado.

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Abstenção cai e mobilização surpreende no segundo turno das eleições
Abstenção cai e mobilização surpreende no segundo turno das eleições
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O segundo turno das eleições deste ano foi marcado por uma mobilização inédita dos eleitores, especialmente nas grandes cidades do Sudeste. Segundo levantamento da Quaest, a abstenção caiu em 8 de cada 10 municípios brasileiros, passando de 21,08% no primeiro turno para 19,22% no segundo, o menor índice desde 2006.

Durante o primeiro turno, a disputa eleitoral foi vista como um plebiscito sobre a continuidade do governo Lula. Na ocasião, 52% dos entrevistados acreditavam na vitória do atual presidente, mas a aprovação do governo estava em 44%, enquanto a desaprovação chegava a 49%. O receio de continuidade do governo Lula era de 43%, superando o medo do retorno da família Bolsonaro, que ficou em 40%. Esse cenário, aliado ao voto útil da direita, levou Flávio Bolsonaro a liderar no primeiro turno.

No segundo turno, o foco da disputa mudou e passou a ser sobre a possibilidade de um novo governo Bolsonaro. A expectativa de vitória também se inverteu: 51% passaram a acreditar que Flávio poderia vencer. O medo do retorno dos Bolsonaro ao poder cresceu, impulsionado pelo engajamento digital da campanha de Lula, que superou o adversário nas redes sociais após o primeiro turno.

O Instituto Quaest registrou uma virada no ambiente digital, com Lula ultrapassando Flávio Bolsonaro em popularidade online. Na véspera do segundo turno, Lula tinha 82,7 pontos contra 76,2 de Flávio, segundo o IPD da Quaest.

Nas capitais, a queda da abstenção foi ainda mais expressiva. Em Salvador, 85 mil eleitores que haviam faltado no primeiro turno compareceram às urnas no segundo. No Rio de Janeiro, 156 mil eleitores a mais votaram, o que contribuiu para a virada de Lula na capital. Em São Paulo, 277 mil eleitores retornaram às urnas.

O perfil dos eleitores que voltaram a votar era majoritariamente de jovens e pessoas de baixa renda, mais favoráveis a Lula. O movimento surpreendeu os modelos tradicionais de previsão de comparecimento, que não captaram essa mobilização de última hora.

O fenômeno mostrou que, em disputas acirradas, o sentimento de que o voto pode ser decisivo mobiliza até mesmo eleitores tradicionalmente mais ausentes, como jovens, pessoas de baixa escolaridade e idosos. A eleição de 2026 quebrou paradigmas: sair na frente no primeiro turno não garante vitória no segundo, e a abstenção pode ser revertida com campanhas engajadas.

O estudo da Quaest segue em andamento para entender melhor essas mudanças e o comportamento do eleitorado brasileiro. O cenário reforça a importância de acompanhar de perto as tendências e a mobilização dos eleitores em cada pleito.

Continue acompanhando as atualizações e compartilhe sua opinião sobre o impacto da mobilização eleitoral em sua cidade.

Fonte: quaest.com.br

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