Uma pesquisa realizada na Universidade Estadual de Londrina (UEL) resultou no desenvolvimento de um sérum facial inovador, produzido a partir da proteína fibroína, extraída do casulo do bicho-da-seda. O estudo foi conduzido por Maria Vitória Ferreira, agora mestre em Ciências Farmacêuticas, e apresentou resultados promissores quanto ao potencial hidratante, antioxidante e regenerativo do produto.
O novo cosmético passou por testes clínicos com mais de 50 voluntários e já possui patente registrada no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Para que o sérum chegue ao mercado, ainda são necessários testes em laboratórios certificados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), etapa considerada fundamental para garantir a segurança e eficácia do produto.
A pesquisa contou com a parceria da empresa Bratac Fiação de Seda, que forneceu os casulos utilizados. Segundo a pesquisadora, a utilização da fibroína mostrou potencial relevante para a regeneração celular, o que pode abrir caminhos para novas pesquisas e aplicações no setor de cosméticos.
O projeto faz parte da iniciativa Seda Brasil – o fio que transforma, que busca fortalecer a cadeia produtiva da seda no Paraná e promover o aproveitamento sustentável de resíduos do setor têxtil. Toda a formulação do sérum utilizou matérias-primas naturais, contribuindo para a redução de resíduos.
O desenvolvimento do produto foi realizado no Laboratório de Inovação e de Tecnologia Cosmecêutica (LABITEC), com o apoio de docentes de diferentes áreas e instituições, evidenciando a importância do trabalho colaborativo na pesquisa científica.
O trabalho de Maria Vitória Ferreira foi apresentado em eventos científicos nacionais e internacionais, incluindo o Congresso Ibero-Americano de Químicos e Cosméticos, realizado na Colômbia. A pesquisadora pretende dar continuidade aos estudos, explorando novas possibilidades a partir dos resultados obtidos.
Fonte: operobal.uel.br









