
Caramori chegou para prestar depoimento na sede do Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em uma viatura do órgão, logo após ser preso na rua. Na casa dele, o Gaeco fez buscas e apreendeu um computador, além de documentos. Perto das 19h, o fotógrafo ainda continuava prestando depoimento.
Na entrada do Gaeco, Caramori mostrou-se surpreso com a prisão. “Vocês me conhecem, sabem do meu dia a dia. Quem me conhece sabe que é mentira, inclusive vocês da imprensa que acompanham a minha rotina”, declarou.
A promotora Suzana Lacerda, que também apura casos de pedofilia envolvendo um auditor da Receita Estadual de Londrina – recentemente preso e indiciado – não apontou diretamente relação entre a investigação do esquema de prostituição infantil e a prisão de Caramori.
Aos jornalistas, ela limitou-se a dizer que há indícios suficientes para a prisão preventiva do fotógrafo pelo Gaeco, com base “no delito de exploração sexual”.
Leonardo Vianna, advogado de Caramori, declarou que não houve tempo suficiente para acessar a decisão determinando a prisão. Qualificou o caso, por enquanto, como “uma mera investigação em curso”.
Círculos de poder
Nas páginas de Caramori na internet, o fotógrafo gosta de mostrar proximidade com círculos de poder do Governo do Estado em Londrina – principalmente escalões da Polícia Militar e Civil na cidade.
Em várias fotos, aparece ao lado de policiais. Em uma delas, mesmo sem ser agente da polícia, Caramori traja vestes semelhantes ao uniforme da PM – inclusive um colete à prova de balas.
Em nota, o governo do Paraná afirmou ter exonerado Caramori, cujo nome está relacionado no site como “assessor de governabilidade” e salário acima de R$ 6 mil.
Fonte: Jornal de Londrina