A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) aprovou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão foi tomada durante reunião nesta quinta-feira (26), em resposta ao pedido do deputado Alfredo Gaspar (União/AL).
Operação Sem Desconto e Investigações
Fábio Luís, conhecido como Lulinha, é mencionado em investigações relacionadas à Operação Sem Desconto, que apura um esquema de descontos não autorizados em benefícios do INSS. Em mensagens analisadas pela Polícia Federal, há referências a um repasse de R$ 300 mil ao 'filho do rapaz', supostamente Lulinha.
Posição da Defesa
A defesa de Lulinha nega qualquer envolvimento em fraudes relacionadas ao INSS. Em nota, o advogado Guilherme Suguimori Santos afirma que o cliente não recebeu valores de fontes ilegais e está disposto a colaborar com o Supremo Tribunal Federal (STF) para esclarecer os fatos.
Outras Convocações e Requerimentos
Durante a 32ª reunião da CPMI, foram aprovados 86 requerimentos adicionais, incluindo convocações de figuras como o ex-deputado André Moura e a empresária Danielle Miranda Fontelles. André Moura é suspeito de articular fraudes no INSS, enquanto Fontelles estaria envolvida na operação de estruturas fraudulentas no exterior.
Conflito e Depoimentos
A votação dos requerimentos foi tumultuada, resultando em interrupção da reunião devido a desentendimentos físicos entre os presentes. A CPMI também planeja ouvir o depoimento de Paulo Camisotti, investigado por participação em fraudes envolvendo aposentados e pensionistas.
