Um novo relatório da Organização Meteorológica Mundial revelou que a concentração de gases do efeito estufa atingiu um patamar inédito em 2025. O documento, divulgado nesta terça-feira (27), mostra que o dióxido de carbono (CO₂), principal responsável pelo aquecimento global, chegou a 426,8 partes por milhão (ppm) na atmosfera, valor 53% superior ao período pré-industrial.
O estudo também aponta que o metano (CH₄) e o óxido nitroso (N₂O) seguem tendência de alta. O metano alcançou 1.948 partes por bilhão (ppb), enquanto o óxido nitroso atingiu 339,1 ppb. Esses gases têm potencial significativo de aquecimento, sendo o N₂O cerca de 270 vezes mais potente que o CO₂.
Emissões seguem elevadas apesar de redução no ritmo
Embora o crescimento anual da concentração de CO₂ tenha desacelerado em relação ao ano anterior, o relatório destaca que o volume segue acima da média da última década. Segundo a entidade, metade das emissões humanas entre 2015 e 2024 permaneceu na atmosfera, enquanto o restante foi absorvido por oceanos e pela terra.
Indústria e agricultura são principais fontes
Grande parte das emissões de metano vem de atividades humanas, como criação de gado e decomposição de resíduos. Já o óxido nitroso tem origem principalmente no uso de fertilizantes agrícolas. O relatório ainda aponta para a redução dos clorofluorcarbonos (CFCs), mas alerta para o crescimento de outros gases industriais, como HCFCs, HFCs e hexafluoreto de enxofre (SF₆), que também contribuem para o aquecimento global.
Impacto local e global
O aumento contínuo desses gases preocupa especialistas, pois intensifica as mudanças climáticas e pode trazer consequências diretas para a população, como eventos climáticos extremos e impactos na agricultura. A comunidade científica reforça a necessidade de políticas públicas e ações de redução das emissões.
Histórico e contexto
O monitoramento dos gases do efeito estufa é feito há décadas e serve de base para acordos internacionais, como o Acordo de Paris. O avanço das concentrações reforça a urgência de medidas para conter o aquecimento global e proteger o meio ambiente, inclusive em cidades do Norte do Paraná, que já sentem os efeitos das mudanças climáticas.
Para acompanhar mais notícias sobre meio ambiente e clima, siga o Portal Cambé nas redes sociais e participe da discussão deixando seu comentário abaixo.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br






