A Receita Federal divulgou nesta quinta-feira (22) que a arrecadação de receitas federais atingiu R$ 239,4 bilhões em setembro de 2026, registrando um avanço real de 5,62% em comparação ao mesmo mês do ano anterior, já descontada a inflação pelo IPCA.
No acumulado de janeiro a setembro, o total arrecadado chegou a R$ 2,351 trilhões, representando um aumento real de 6,97% frente ao mesmo período de 2025. As receitas administradas pela Receita Federal somaram R$ 231,4 bilhões apenas em setembro, com crescimento de 5,03%.
Segundo o órgão, o desempenho foi impulsionado principalmente pelo crescimento da arrecadação previdenciária, do PIS/Cofins, do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre rendimentos de capital, além do recolhimento de IRPJ e CSLL. Também houve destaque para a arrecadação do Imposto de Exportação sobre óleo bruto.
A arrecadação previdenciária somou R$ 64,6 bilhões em setembro, com alta de 6,18%. Esse resultado reflete o aumento da massa salarial, do Simples Nacional previdenciário e das compensações tributárias relacionadas a débitos previdenciários. A Receita destacou ainda a reoneração gradual da contribuição patronal dos municípios e da folha de pagamentos.
Os tributos sobre importações arrecadaram R$ 13,3 bilhões, alta de 21,07%, impulsionada pelo aumento das importações e das alíquotas, mesmo com queda na taxa média de câmbio. Já o IRRF sobre rendimentos de capital totalizou R$ 12,06 bilhões, com crescimento de 9,68%, influenciado por aplicações de renda fixa e tributação de dividendos.
No acumulado do ano, a arrecadação previdenciária chegou a R$ 575,9 bilhões, com alta de 5,16%. IRPJ e CSLL somaram R$ 444,2 bilhões, alta de 5,76%. O IRRF sobre rendimentos de capital arrecadou R$ 131,15 bilhões, avanço de 17,57%. PIS/Pasep e Cofins totalizaram R$ 466,55 bilhões, crescimento de 4,1%.
O desempenho positivo da arrecadação federal em 2026 reforça a tendência de recuperação das receitas observada desde o ano anterior, refletindo o aquecimento de setores como indústria, comércio e serviços, além de mudanças na legislação tributária.
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Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br







