As ruas da França voltaram a ser palco de intensos protestos neste fim de semana, com confrontos em Paris e em diversas cidades do país. No sábado (17), manifestações contra o aumento do custo de vida e dos combustíveis se transformaram em tumultos, resultando em um manifestante morto, milhares de prisões e centenas de lojas saqueadas ou danificadas.
Segundo o Ministério do Interior, mais de 2 mil pessoas foram detidas e cerca de 600 policiais ficaram feridos durante os distúrbios. A capital francesa, especialmente a região da Place de la République, foi um dos pontos mais afetados, com incêndios, pichações e confrontos entre grupos violentos e a polícia. No domingo (18), ainda havia sinais de tensão, com novos focos de incêndio e uso de gás lacrimogêneo pelas forças de segurança.
Os protestos, que começaram há um mês por reivindicações de estudantes sobre as condições das escolas e a falta de professores, ganharam força ao incorporar o descontentamento popular com a alta dos preços e o declínio dos serviços públicos. Estima-se que mais de meio milhão de pessoas tenham participado das marchas em dezenas de cidades.
Além de Paris, cidades como Bordeaux, Marselha, Lille, Estrasburgo e Limoges também registraram saques, incêndios e ataques a prédios públicos. Em Limoges, a prefeitura, com 143 anos de história, foi incendiada, levando o prefeito local a pedir recursos urgentes para reconstrução.
O presidente Emmanuel Macron, pressionado pelos acontecimentos e pela proximidade das eleições, anunciou pronunciamento à nação. O governo atribuiu a escalada da violência a grupos de extrema esquerda e criminosos, enquanto líderes da oposição criticaram a gestão da crise.
Empresários e comerciantes contabilizam prejuízos milionários. Só a rede de supermercados Carrefour informou que 50 lojas foram danificadas, sendo 20 saqueadas. Autoridades locais anunciaram medidas de apoio financeiro para as empresas afetadas.
Historicamente, a França enfrenta ciclos de protestos quando questões sociais e econômicas atingem níveis críticos. Os atuais distúrbios reforçam o clima de insatisfação e mostram o desafio do governo em conter a violência e responder às demandas da população.
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Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br







