O estado de Goiás ganhou oficialmente, nesta quarta-feira (7), o Mosaico da Serra dos Pireneus, um conjunto formado por 20 reservas particulares que agora atuam de forma integrada para proteger a biodiversidade local. A iniciativa foi formalizada por meio de portaria do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, publicada no Diário Oficial da União.
As reservas estão localizadas próximas à cidade de Pirenópolis e incluem áreas como Fazenda Vagafogo Boa Vista, Segredo da Serra dos Pireneus, Magia do Cerrado, Vale das Copaíbas, Segredos do Cerrado, Mata da Borboleta Azul e Reserva Ecológica do Barriguda, entre outras.
Gestão conjunta para conservação ambiental
O mosaico permitirá que as reservas atuem de forma coordenada, fortalecendo a proteção dos recursos naturais e a preservação dos atributos ambientais, culturais e paisagísticos da região. Um Conselho Consultivo foi criado para articular políticas públicas e ações de conservação, reunindo representantes do poder público, instituições de ensino, organizações da sociedade civil e gestores das reservas.
Participação da sociedade e desenvolvimento sustentável
O conselho terá como presidente um dos gestores das unidades de conservação, escolhido pelos próprios conselheiros. A sociedade civil também terá voz ativa, por meio da participação de gestores das reservas e representantes de entidades ambientais. O órgão poderá criar câmaras técnicas para debater ações e estudos voltados à conservação da Serra dos Pireneus, sempre com foco no desenvolvimento sustentável.
Contexto e importância para Goiás
A criação do mosaico segue diretrizes do Sistema Nacional de Unidades de Conservação, que busca integrar diferentes áreas protegidas para uma gestão mais eficiente. A região da Serra dos Pireneus é conhecida pela sua rica biodiversidade e importância para o Cerrado, sendo frequentemente alvo de ações de preservação e pesquisas ambientais. O reconhecimento do mosaico representa um avanço para a proteção ambiental em Goiás e atende a antigas demandas de organizações e moradores da região.
Com a nova portaria, as unidades de conservação que ainda não estão cadastradas no Cadastro Nacional de Unidades de Conservação terão até seis meses para regularizar a situação.
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Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br






